Viaduto vem a baixo

No último dia 3 o viaduto Batalha dos Guararapes, que estava sendo construído na avenida Pedro I, em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, caiu sobre dois caminhões, um ônibus e um carro. A motorista do ônibus, Hanna Cristina Santos, e o condutor do Carro, Charlys Frederico do Nascimento, morreram; Hanna deixou uma filha de 5 anos, que também estava no ônibus. Mais de 20 pessoas ficaram feridas. Segundo testeminhas, o desabamento ocorreu depois que operários retiraram algumas escoras que sustentavam o viaduto. Haviam suspeitas de atraso de superfaturamento (custo maior que o planejado) na obra e pessoas que moram e trabalham nas proximidades do local acreditam que o serviço foi feito com pressa. A Prefeitura da capital mineira nega tudo isso. O caso está sendo investigado pela polícia e outras instituições. Vereadores da cidade pretendem criar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para também apurar as causas do desastre.

Esperamos que a entrada dos vereadores no caso seja motivada pela preocupação deles em ajudar no esclarecimento do mesmo, e não por interesses políticos e econômicos individuais. Se for bem executado, o trabalho dos legisladores tornará mais eficiente a apuração do fato para que se chegue aos verdadeiros culpados, que terão que ser punidos com multas e até prisões, por exemplo. Provavelmente, essa tragédia pode ter sido resultado de fiscalizações ineficientes, repasses inadequados de recursos públicos, uso de materiais de baixa qualidade, permissão do tráfego de pessoas e veículos pelo local e/ou contratação de funcionários com pouca qualificação para realizar o projeto e execução da obra. Essas possíveia irregula ridades fizeram desmoronar um viaduto que seria muito útil para quem mora, trabalha ou estuda na região onde estava sendo construído, levando junto uma grande quantidade de dinheiro arrecadado pela população através dos impostos e usado na obra e, além disso, tirando a vida de duas pessoas; uma delaa trabalhando para sustentar a família e deixou uma filha de 5 anos, que com certeza não entende o que está acontecendo e sentirá agora e talvez a vida inteira as consequências da ausência de sua mãe.

Mais uma tragédia envolvendo grandes obras. Chega! Os governantes precisam dar fim a essa realidade melhorando a qualidade da educação pública em geral (para a formação de bons profissionais dos ramos de Engenharia e Construção Civil, assim como em outras áreas do mercado de trabalho), criando nomrmas mais rígidas, fazendo fiscalizações para assegurar o cumprimento destas (com o emprego de profissionais bem preparados) e punindo severamente quem desobedecê-las. É necessário criar condições para que essas obras (tanto as públicas quanto as privadas) se tornem mais seguras para seus funcionários, para quem convive com as mesmas e para quem for usufruir delas quando forem concluídas.

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