Voo sobre barril de pólvora acaba em tragédia

Nesta quinta-feira um avião da companhia Malaysia Airlines que seguia de Amsterdã (Holanda) para Kuala Lumpur (Malásia) caiu no leste da Ucrânia enquanto sobrevoava a região. Todos os 298 ocupantes (entre passageiros e tripulantes) morreram. A maioria das vítimas é holandesa, mas também há pessoas de outros países, como Malásia, Austrália, Indonésia, Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Bélgica, Filipinas e Nova Zelândia; nenhum brasileiro havia embarcado no voo. Especula-se que o veículo tenha sido atingido por um míssil disparado provavelmente por separatistas pró-Rússia, que recebem este nome por estarem em conflito com o exército ucraniano a fim de conseguir a incorporação do leste do país ao território russo; essa hipótese é defendida principalmente pelos Estados Unidos. O governo ucraniano diz ter provas de que a Rússia teria fornecido mísseis e outros armamentos sofisticados aos rebeldes e o Serviço de Segurança do país tem uma gravação na qual estes supostamente assumem a responsabilidade pela tragédia. Os insurgentes dizem ter encontrado peças que podem ser as caixas-pretas do avião e dizem que vão entregá-las às equipes responsáveis pelas investigações.

Se forem levadas em consideração as provas apresentadas pelo governo da Ucrânia, a Rússia e os separatistas serão considerados culpados. Mas os especialistas internacionais devem averiguar a veracidade das mesmas e apurar a conduta do exército ucraniano para descobrir se este tem responsabilidade pelo acidente. Seja quem forem, os culpados precisam ser punidos por terem tirado a vida de inocentes e prejudicado a reputação da Malaysia Airlines, que já não andava boa desde o sumiço daquele avião em março. E a companhia também deve ser responsabilizada pela imprudência que cometeu ao permitir o voo sobre o leste ucraniano. As autoridades de todo o mundo têm que exigir que as empresas do setor aéreo evitem essa e outras áreas onde ocorrem conflitos.

Essa disputa de territórios entre Rússia e Ucrânia não poupa nem inocentes. E não são apenas as vítimas do desastre aéreo! Os civis que residem nas proximidades dos locais de batalha estão correndo riscos! A integridade física e psicológica deles está ameaçada! Mesmo que não leve a culpa pela queda do avião, o governo russo tem que ser responsabilizado pelos conflitos por ter incentivado a atividade dos separatistas ao anexar a seu território regiões da Ucrânia, e, ainda por cima, realizando referendos que desrespeitavam a Constituição da mesma, e também em razão da ajuda que está oferecendo aos insurgentes a fim de fazer valer apenas seus interesses.

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